PODCASTS ESPORTIVOS NO SPOTIFY
CONVERGÊNCIA E O JOGO DAS SONORIDADES
DOI:
https://doi.org/10.14244/2179-1465.RG.2026v17p66-93Palavras-chave:
podcast, esporte, spotify, narrativasResumo
Como as narrativas sobre esporte se apresentam no cenário da convergência? Este artigo apresenta os resultados da primeira fase de uma investigação que tem como objetivo analisar como as denominadas “novas mídias” (podcasting e youtube) vão interferir na construção, produção, circulação, difusão e rentabilização das narrativas que tem o som como seu fio condutor principal. Através do site https://chartable.com/, catalogamos os 40 podcasts esportivos com maior número de reproduções no Spotify e, em seguida, analisamos se esses podcastings possuem canais no Youtube e outras redes sociais. Dos 40 programas, sete não possuem Youtube e 13 não possuem Instagram. Além disso, catalogamos 5 formatos e 18 temáticas, que são apresentadas no artigo.
Downloads
Referências
BALSEBRE, Armand. A linguagem radiofônica. Teorias do rádio: textos e contextos. Florianópolis: Insular, v. 1, p. 327-336, 2005.
BOLTER, Jay David; GRUSIN, Richard; Remediation: Understanding new media. mit Press, 1999.
BONINI, T. A “segunda era” do podcasting: reenquadrando o podcasting como um novo meio digital massivo. Radiofonias – Revista de Estudos em Mídia Sonora , v. 11, n. 1, 3 jul. 2020.
BRITTOS, Valério Cruz. O rádio brasileiro na fase da multiplicidade da oferta. Verso & Reverso. São Leopoldo: Universidade do Vale do Rio dos Sinos, ano, v. 16, p. 31-54, 2002.
CASTANHEIRA, José Cláudio S. et al. Poderes do som: políticas, escutas e identidades. Insular Livros, 2020.
DA SILVA, Juremir Machado. As tecnologias do imaginário. Editora Sulina, 2012.
DARDOT, Pierre e LAVAL, Christian. A Nova razão do Mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.
DAUGHTRY, Martin. Estruturas de escuta na guerra, ou quando o som é mais do que um som. IN: CASTANHEIRA, José Claudio (Org) et Al. Poderes do som: políticas, escutas e identidades. Florianópolis: Insular, 2020.
DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral. Lisboa: Ed. Presença, 1997.
EHRENBERG, Alain. O culto da performance: da aventura empreendedora à depressão nervosa. Aparecida: Idéias e Letras, 2010.
FIDLER, Roger. Mediamorphosis: Understanding new media. Pine Forge Press, 1997.
FRANÇA, Vera. O acontecimento e a mídia. Galáxia. Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica. ISSN 1982-2553, n. 24, 2012.
FRANCISCATO, Carlos Eduardo. A fabricação do presente: como o jornalismo reformulou a experiência do tempo nas sociedades ocidentais. Universidade Federal de Sergipe, 2005.
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Tradução de Maria Célia Santos Raposo. Petrópolis, Vozes, 2007.
GRANATA, Paolo. Introduction to Media Ecology. FrancoAngeli, 2021.
GUERRA, Márcio. Rádio x TV: o jogo da narração. A Imaginação entra em campo e seduz o torcedor. Juiz de Fora: Juizforana Gráfica e Editora, 2012.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Atmosfera, ambiência, Stimmung: sobre um potencial oculto da literatura. Contraponto, 2014.
HAN, Byung-Chul. Psicopolítica: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2018.
HERREROS, Mariano Cebrián. La radio en la convergencia multimedia. Gedisa Editorial, 2018.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. Editora da Universidade de S. Paulo, Editora Perspectiva, 1971.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Aleph, 2015.
KISCHINHEVSKY, Marcelo. Rádio e mídias sociais: mediações e interações radiofônicas em plataformas digitais de comunicação. Rio de Janeiro: Mauad Editora Ltda, 2016.
LEGROS, Patrick (et Al). Sociologia do imaginário. Porto Alegre: Sulina, 2014.
LOPEZ, Débora Cristina. Radiojornalismo hipermidiático – tendências e perspectivas do jornalismo de rádio all News brasileiro em um contexto de convergência tecnológica. Covilhã: Livros LabCom, 2010.
MARRA, Pedro Silva; TROTTA, Felipe. Sound, music and magic in football stadiums. Popular Music, v. 38, n. 1, p. 73-89, 2019.
MILLEN, Alvaro Rego; GARCIA, Roberto Alves; VOTRE, Sebastião Josué. Artes marciais mistas: luta por afirmação e mercado da luta. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 38, n. 4, p. 407-413, 2016. https://doi.org/10.1016/j.rbce.2015.10.004
MOSTARO, Filipe. “Morreu ao ouvir o tento da derrota”: o “ludens narrativo” da linguagem radiofônica. Radiofonias–Revista de Estudos em Mídia Sonora, v. 14, n. 3, p. 140-165, 2023.
MOSTARO, Filipe; KISCHINHEVSKY, Marcelo. Narrativas sobre as primeiras transmissões de jogos internacionais da seleção brasileira. Revista LIS - Letra, Imagen, Sonido, Buenos Aires, v. 15, p. 147-165, 2016.
MOTTA, Luiz Gonzaga. Análise Crítica da Narrativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2013.
RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
SCHAFER, R. Murray. Afinação do mundo. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.
SIBILIA, Paula. O show do eu. Rio de janeiro: nova fronteira, p. 1960-2000, 2008.
SINGER, Ben. Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular. O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo: Cosac & Naify, p. 95-123, 2004.
SOARES, Edileuza. A bola no ar: o rádio esportivo em São Paulo. Summus Editorial, 1994.
STRATE, Lance; BRAGA, Adriana; LEVINSON, Paul. Introdução à ecologia das mídias. Rio de Janeiro: Edições Loyola/PUC-Rio, 2019.
TAVARES, Reynaldo C. Histórias que o rádio não contou. São Paulo: Harbra, 1997.
TUBINO, Manoel. O que é esporte. Brasiliense, 2017.
VIANA, Luana. Jornalismo narrativo em podcast: imersividade, dramaturgia e narrativa autoral. Florianópolis: Insular, 2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Filipe Mostaro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.