A EXPERIÊNCIA DO POLO AUDIOVISUAL DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS

UMA REPORTAGEM ARQUEOLÓGICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53450/2179-1465.RG.2021v12i2p368-393

Palavras-chave:

Polo Audiovisual da Zona da Mata, Clusters do audiovisual, jornalismo de soluções, arqueologia do saber

Resumo

O artigo descreve as condições de emergência e de sustentabilidade do Polo Audiovisual da Zona da Mata como modelo de descentralização das narrativas audiovisuais e de reconhecimento da cadeia produtiva do cinema, envolvendo diversos atores e processos. Com base no jornalismo de soluções e numa visada arqueológica de base foucaultiana, realizamos uma pesquisa de campo na cidade para levantar o histórico de constituição do Polo e sua singularidade como cluster do audiovisual promovendo o encontro entre uma rede sincrônica e diacrônica. Com o estudo de caso objetiva-se indicar alguns processos de trabalho que podem ser adaptados para outras realidades histórico-territoriais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Pedro Varoni, UFSCar

Possui graduação em Comunicação Social - habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989), mestrado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (2008), doutorado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (2013) e pós-doutorado em informação e cultura na ECA/USP (2020). Foi Diretor Editorial do Projor- Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo- e editor responsável pelo Observatório da Imprensa (2017-2021). Já atuou durante 25 anos em redações de telejornalismo, ocupando cargos de gestão (1990-2015). Foi Diretor Geral da EBC- Empresa Brasil de Comunicação (2016). É Professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos de do Programa de Pós-Graduação em Linguística. 

Referências

Referências
AGAMBEN, Giorgio. Signatura Rerum- Sobre o Método. Tradução de Andrea Santurbano, Patrícia Peterle. 1 ed. São Paulo: Boitempo, 2019.
CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias Geográficas. 2ª edição, Rio de Janeiro: Bertrand, 2001.
CRISTOFOLETTI, Rogério. A crise do jornalismo tem solução? Barueri: São Paulo, Estação das Letras e Cores, 2019
CUNNINGHAM, S. Trojan horse or Rorschah blot? Creative industries discuorse around the world. International Journal of cultural policy. V.15, n.4, p-375-386, 2009.
FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa: e seu papel na transformação do trabalho, do lazer, da comunidade e do cotidiano. Tradução de Ana Luiza Lopes. Porto Alegre: L&PM,2011.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do Saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 2004.
FOUCAULT, Michel. O Corpo Utópico; as heterotopias. São Paulo: n 1 Edições, 2013.
FURTADO, Celso. Ensaios sobre Cultura e o Ministério da Cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 2102.
GARNHAM, N. From cultural to creative industries: an analysis of the implications of the “creative approach” to arts and media policy making in the United Kingdom. International Journal of Cultural Policy, v.11, n.1, pp-15,29, 2005.
HAN, Byung- Chul. Sociedade da Transparência. Petrópolis: Vozes, 2017.
JENKINS, Henry; GREEN, Joshua; FORD. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da mídia propagável São Paulo: Editora ALEPH, 2014.
LATOUR, Bruno. Redes que a razão desconhece: Laboratórios, Bibliotecas, Coleções in Tramas na Rede - Novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas da comunicação. Org.André Parente. Editora Sulina: Porto Alegre, 2013.
KOOLAAS, Rem (1988). Pós-escrito: introdução à nova pesquisa sobre “a cidade contemporânea”. In; NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). Tradução Vera Pereira. São Paulo, Cosac Naify, 2013.p.356-357.
KOEN, P. A.; Bertels, H. M. J.; Kleinschmidt, E. (2014). Research Technology Management. Managing the front end of innovation-part I: Results from a three-year study (v. 57, pp. 34–43).
MASSAROLO, João e MESQUITA, Dario. Arranjo Produtivo Local (APL Audiovisual): Redes de criação e experimentação transmidia in Desafios da Transmídia: Processos e Poéticas. Massarolo, Santaella; Nesteriuk (org). São Paulo: Estação das Letras, 2018.
MUNOZ, Francesc. Urbanizacíon: paisajes comunes, lugares globales. Barcelona: Gustavo Gili, 2004.
PÁL Pelbart, P. A Vertigem por um fio- Políticas da Subjetividade Contemporânea. São Paulo: Editora Iluminuras, 2000.
PIVA, César. O Audiovisual e territórios criativos para um novo eixo de desenvolvimento sustentável em Minas Gerais. In: Economia Criativa: Inovação e Desenvolvimento. Belo Horizonte, Editora UEMG, 2017.
ROCHA, Glauber. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. São Paulo: Cosac & Naif, 2003.
SANDANO, Carlos. Para além do código digital, o lugar do jornalismo num mundo interconectado. São Carlos: Edufscar,2015.
SANTAELLA, Lúcia. Temas e Dilemas do pós-digital. A voz da política. São Paulo: Paulos,2016.
SANTOS, Milton. O território e o saber local: algumas categorias de análise In: Cadernos IPPUR/UFRJ ano 1, n.1 (jan-abril.1986). Rio de Janeiro: UFRJ/IPPUR,1986
SANTOS, Milton. Sociedade e Espaço: A Formação Social como Teoria e Método, In: SANTOS, Milton. Espaço e Sociedade. Petrópolis/RJ, Vozes, 1979, 152 p.
SCHWARZAMAN, Sheila. Humberto Mauro e as representações do Cinema Brasileiro. In: Coleção Cinema Brasileiro, Humberto Mauro, volume 1.Gillone, Daniela (org). São Paulo: Três Artes, 2015.
TOLEDO, Andrea Vicente Abreu. Aprendizados Intergeracionais em Cinema: de Humberto Mauro ao Polo Audiovisula da Zona da Mata Mineira. Tese de Doutorado. Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Educação, 2020.
SOLUTIONS JOURNALISM NETWORK in https://www.solutionsjournalism.org/, acessado em 23/06/2020.
VEYNE, Paul. Foucault seu pensamento, sua pessoa. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2011.
WERNECK, Ronaldo. Kiryrí Rendáua Toriboca Ope. Humberto Mauro revisto por Ronaldo Werneck. São Paulo: artepaubrasil, 2009.

Downloads

Publicado

2021-11-04

Como Citar

VARONI, P. A EXPERIÊNCIA DO POLO AUDIOVISUAL DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS: UMA REPORTAGEM ARQUEOLÓGICA. Revista GEMInIS, [S. l.], v. 12, n. 2, p. 368–393, 2021. DOI: 10.53450/2179-1465.RG.2021v12i2p368-393. Disponível em: https://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/585. Acesso em: 29 maio. 2022.