Diagramas mitocríticos aplicados a produtos audiovisuais

Estudo de caso de Blade Runner

  • Sílvio Antonio Luiz Anaz Universidade de São Paulo
Palavras-chave: imaginário, mitocrítica, Blade Runner

Resumo

Gilbert Durand propôs, em sua teoria antropológica do imaginário, a hipótese de que os mitos são modelos matriciais das narrativas e desenvolveu uma metodologia para identificar os mitos que as orientam. Tal metodologia é composta por processos que ele denominou como mitocrítica e mitanálise. Baseado na hipótese e método propostos por Durand, este artigo desenvolve um protocolo para o mapeamento e construção de diagramas mitocríticos aplicados à análise dos imaginários das produções audiovisuais. O método é demonstrado a partir da análise do filme Blade Runner e os resultados mostram as contribuições que o método mitocrítico oferece na análise fílmica.

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Biografia do Autor

Sílvio Antonio Luiz Anaz, Universidade de São Paulo
Pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Bolsista FAPESP). Pesquisador visitante na School of the Arts, Media, Performance & Design da York University (Bolsista FAPESP). Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pesquisador dos grupos de pesquisa Comunicação e Criação em Mídias, da PUC-SP, e Midiato - Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas, da USP.

Referências

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Referência fílmica
BLADE RUNNER: O CAÇADOR DE ANDROIDES (Blade Runner). Ridley Scott. Estados Unidos: The Ladd Company / Tandem Productions / Sir Run Run Shaw. 1982.
Publicado
2020-06-11
Como Citar
ANAZ, S. Diagramas mitocríticos aplicados a produtos audiovisuais. Revista GEMInIS, v. 11, n. 1, p. 131-146, 11 jun. 2020.
Seção
Artigos