NO BUSINESS LIKE SHOW BUSINESS: Uma cartografia dos sistemas de distribuição de séries televisivas nos Estados Unidos

João Eduardo Silva de Araújo, Maíra Bianchini

Resumo


Este trabalho busca esboçar as características dos mais importantes modelos de distribuição comercial de séries televisivas originais nos Estados Unidos, nomeadamente: redes abertas, canais básicos de cabo, canais premium e o emergente sistema de produção de conteúdo televisivo para distribuição exclusiva online. O objetivo é apresentar os constrangimentos institucionais e desafios que cada um desses sistemas enfrenta e o impacto destes distintos modelos de negócios sobre os produtos, num enquadramento guiado pelos recentes estudos sobre indústrias criativas. Longe de escrutinar em detalhe o mosaico que constitui a paisagem televisiva estadunidense, este estudo tem um caráter cartográfico, centrando sua argumentação em apenas uma empresa ligada a cada um desses sistemas.

Palavras-chave


audiovisual; indústrias criativas; ficção televisiva americana; ficção seriada televisiva; series; sistemas de produção e distribuição; televisão; television

Texto completo:

PDF

Referências


AUSTER, Al. HBO’s approach to generic transformation. In: EDGERTON, Gary R.; BRIAN, G. Rose (Org.). Thinking outside the box: a contemporary television genre reader. Lexington: University Press of Kentucky, 2005, p. 226-246.

BENDASSOLLI, Pedro F. et al. Indústrias criativas: definição, limites e possibilidades. RAE, São Paulo, v. 49, n. 1, p. 10-18, jan./mar., 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rae/v49n1/v49n1a03.pdf >. Acesso em: 20 de nov. 2017.

BUONANNO, Milly. The age of television: experience and theories. Bristol: Intellect, 2008.

BUTLER, Jeremy G. Television: Critical Methods and Applications. 4ed. New York: Routledge, 2012.

CASCAJOSA, C. C. Virino. No es televisión, es HBO: La búsqueda de la diferencia como indicador de calidad en los dramas del canal HBO. Zer, Bilbao, v. 11, n. 21, p. 23-33, nov., 2006. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

CASTELLANO, Mayka; MEIMARIDIS, Melina. Produção Televisiva e Instrumentalização da Nostalgia: O Caso Netflix. Revista GEMInIS, São Carlos, UFSCar, v. 8, n. 1, p. 60-86, jan. / abr. 2017. Disponível em: < http://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/281>. Acesso em: 20 de nov. 2017.

CURTIN, Michael; HOLT, Jennifer; SANSON, Kevin. Distribution Revolution: Conversations about the Digital Future of Film and Television. Oakland: University of California Press, 2014.

DE SÁ, Nelson. Internet já abocanha nos EUA mercado da TV paga. [s.l.]: Folha de São Paulo, 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

FISKE, John; HARTLEY, John. Reading television. 2ed. London: Routledge, 2003.

FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa. Porto Alegre: LP&M, 2011.

GARNHAM, Nicholas. From Cultural to Creative Industries: an analysis of the implications of the “creative industries” approach to arts and media policy making in the United Kingdom. International Journal of Cultural Policy, London, v. 11, n. 1, p. 15-29, 2005.

HARTLEY, John. Creative Industries. In: ______ (Org.). Creative Industries. Malden (Massachusetts): Blackwell, 2005.

JARAMILLO, Deborah L. AMC: Stumbling Toward a New Television Canon. Television & New Media, Thousand Oaks, v. 14, n. 2, p. 167-183, 2013.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.

JOHNSON, Catherine. Quality/Cult Television: The X-Files and television history. In: HAMMOND, Michael; MAZDON, Lucy (Org.). The Contemporary Television Series. Edimburgh: Edimburgh University Press, 2005, p. 57-71.

KLEIN, Jacob. How Much Does an HBO Subscription Cost These Days? [s.l.]: [s.n.], 2013. Disponível em: < http://hbowatch.com/how-much-does-an-hbo-subscription-cost-these-days/>. Acesso em: 20 de nov. 2017.

LAMPEL, Joseph; LANT, Theresa; SHAMSIE, Jamal. Equilíbrio em cena: o que aprender com as práticas organizacionais das indústrias culturais. RAE, São Paulo, v. 49, n. 1, p. 19-26, jan./mar., 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

LAWLER, Ryan. Netflix CEO Reed Hastings On Arrested Development, Managing Content Licenses, And Coming Back From The Qwikster Debacle. [s.l.]: Tech Runch, 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

LEVERETTE, Marc. “Cocksucker, Motherfucker, Tits”. In: LEVERETTE, M.; BRIAN, L. O.; BUCLKEY, C. L. (Org.). It’s not TV: watching HBO in the post-television era. New York: Routledge, 2008, p. 123-151.

LOTZ, Amanda. Portals: A Treatise on Internet-Distributed Television. Ann Arbor, Michigan: Michigan Publishing, 2017.

MACAULAY, Scott. House of Cards, the Netflix Algorithms and Me. [s.l.]: Filmmaker Magazine, 2013. In: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

MATTELART, Armand; MATTELART, Michèle. O carnaval das imagens: a ficção na TV. São Paulo: Brasiliense, 1989.

MINISTÉRIO DA CULTURA. Plano da secretaria da economia criativa: Políticas, diretrizes e ações - 2011 a 2014. 2ed. Brasília: Ministério da Cultura, 2011. Disponível em: < http://www.cultura.gov.br/documents/10913/636523/PLANO+DA+SECRETARIA+DA+ECONOMIA+CRIATIVA/81dd57b6-e43b-43ec-93cf-2a29be1dd071>. Acesso em: 20 de nov. 2017.

O’DONNELL, Victoria. Television Criticism. Thousand Oaks: Sage, 2007.

OGURI, L. M. B.; CHAUVEL, M. A.; SUAREZ, M. C. O Processo de Criação das Telenovelas. RAE, São Paulo, v. 49, n. 1, p. 38-48, jan./mar., 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

ORTIZ, Renato; BORELLI, Sílvia Helena; RAMOS, José Mário. Telenovela, história e produção. São Paulo: Brasiliense, 1989.

PEARSON, Roberta. The writer/producer in american television. In: HAMMOND, Michael; MAZDON, Lucy (Org.). The Contemporary Television Series. Edimburgh: Edimburgh University Press, 2005, p. 11-26.

PECKHAM, Mark. DVD Sales Plunge in U.S., Digital Sales On the Rise. [s.l.]: Time, 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 de nov. 2017.

SANTO, Avi. Para-television and discourses of distinction: the culture of production at HBO. In: LEVERETTE, M.; L. OTT, B.; BUCLKEY, C. L. (Org.). It’s not TV: watching HBO in the post-television era. New York: Routledge, 2008, p. 19-45.

SCHATZ, Thomas. Desilu, I Love Lucy, and the rise of network TV. In: THOMPSON, Robert; BURNS, Gary (Org.). Making Television: authorship and the production process. New York: Praeger Publishers, 1990, p. 117-135.

SMITH, A. N. Putting the Premium into Basic: Slow-Burn Narratives and the Loss-Leader Function of AMC’s Original Drama Series. Television & New Media, Thousand Oaks, v. 14, n. 2, p. 150-166, 2013.

THE ECONOMIST. Movies to Go: Can Netflix’s Reed Hastings succeed in the battle to deliver movies online?. [s.l.]: The Economist, 2005. Disponível em: < http://www.economist.com/node/4149765>. Acesso em: 20 de nov. 2017.

UNCTAD. Creative Economy: Report 2008. [s.l.]: United Nations, 2008. Disponível em: . Acesso em: 11 de nov. 2017.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 João Eduardo Silva de Araújo, Maíra Bianchini

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

ISSN: 2179-1465    |    Qualis: B2    |    Indexada em: SEER -  Periódicos CAPES -  DOAJ -  LivRe! -  LatindexDRJI - Diadorim - Sumários