Algumas teses sobre o fim da era 35 mm no brasil (1997 – 2014): Novos problemas sobre a ocupação do mercado

  • André Piero Gatti FAAP
Palavras-chave: Exibição digital, 3D, VPF, DCI.

Resumo

A exibição comercial cinematográfica no Brasil se encontra em um momento muito sensível da sua trajetória, iniciada no longínquo ano de 1896. Desde então, o ramo passou por uma serie de mudanças Neste texto, pretendo abordar as recentes transformações tecnológicas e do negócio, pois estes segmentos da atividade estão se deslocando para um novo paradigma, que ainda se encontra em construção. O que se pode afirmar é que se trata de uma mudança de grau de qualidade, profundidade e intensidade nunca antes vista. Neste atual cenário, criou-se uma série de situações inéditas e inesperadas, o que nos coloca diante de um processo em constante transformação. Por exemplo, isto pode ser observado no setor na base da infraestrutura, onde as questões de ordem tecnológica – o padrão Digital Cinema Iniciatives (DCI) -, os esquemas de financiamento dos projetores digitais – Virtual Print Fee (VPF) -, a presença dos agentes integradores e outros assuntos que ainda estão por surgir são os elementos que estão dando e darão o tom e o compasso do desenrolar desta intrincada sinfonia de interesses. O problema da questão de ordem tecnológica esta para além da mera substituição das máquinas, há que se fazer uma adequação logística e de recursos humanos, para que tal tarefa aconteça de maneira satisfatória. Há um senso comum no mercado brasileiro que considera o fato de que o processo de digitalização das salas se encontra em estágio insatisfatório. Por pressão do próprio mercado, esta situação acabou levando o Estado brasileiro, através do BNDES e da Ancine, principalmente, a disponibilizar linhas de financiamento para tal complexa e cara tarefa. Além disso, foram recentemente criados mecanismos legais (aduaneiros e tarifários) com a finalidade de baixar os custos de importação da infraestrutura necessária para a adequação digital da exibição cinematográfica instalada no País.

Biografia do Autor

André Piero Gatti, FAAP
Cineclubista de formação, atuei como programador e curador de salas culturais de cinema . Fui pesquisador cinematográfico da Divisão de Pesquisas/Idart; mestrado (ECA/USP) e doutorado (IA/Unicamp).Atuação docente em instituições privadas de ensino, no âmbito da graduação e pós-graduação. Publiquei livros, capítulos, verbetes, artigos em publicações nacionais e internacionais.

Referências

Bibliografia

GATTI, André Piero. Distribuição e exibição na indústria cinematográfica brasileira (1993 – 2003). São Paulo, Mnemocine, 2014 . (no prelo)

CALIL, Carlos Augusto (org.). Um intelectual na linha de frente. São Paulo: Brasiliense, 1995.

LIPOVTESKY, Gilles; SERROY, Jean. A tela global: cinema e mídias culturais na hipermodernidade. Porto Alegre: Sulinas, 2009.

Webgrafia

www.ancine.gov.br

www.cinemark.com.br

www.cinepolis.com.br

www.exibidor.com.br

www.filmeb.com.br

www.mpaa.com

Publicado
2014-12-10
Como Citar
GATTI, A. P. Algumas teses sobre o fim da era 35 mm no brasil (1997 – 2014): Novos problemas sobre a ocupação do mercado. Revista GEMInIS, v. 5, n. 3, p. 19-31, 10 dez. 2014.