Brecht e Lars Von Trier: Hibridismo e anti-ilusionismo em Dogville (2003)

  • Otávio Cabral Universidade Federal de Alagoas/UFAL
  • Ana Flávia Ferraz Universidade Federal de Alagoas/UFAL
Palavras-chave: Anti-ilusionismo, Distanciamento, Hibridismo

Resumo

A proposta do presente artigo é refletir acerca da herança brechtiana no cinema contemporâneo, atravésda análise do filme Dogville (2003), do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. Dogville (2003), inseridonos postulados do movimento cinematográfico Dogma 95, é um exemplo de hibridez artística ou um“cinema de fusão”, como prefere o diretor. O cinema de Von Trier nega Hollywood, assim como o teatrode Brecht nega a catarse aristotélica, marcando-se, decididamente, como propostas que têm em comum,entre outras características, a anti-ilusão.

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Biografia do Autor

Otávio Cabral, Universidade Federal de Alagoas/UFAL
Professor do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Alagoas/UFAL, pós-doutorando do Programa de Teoria Literária da UnB/Universidade de Brasília, é coordenadorNúcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas-EPED/CNPq/UFAL.
Ana Flávia Ferraz, Universidade Federal de Alagoas/UFAL
Mestra em Comunicação pelo ITESO/México e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB/Universidade de Brasília. Professora Assistente da UFAL/Campus do Sertão, é pesquisadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas-EPED/CNPq/UFAL.

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Publicado
2014-12-10
Como Citar
CABRAL, O.; FERRAZ, A. F. Brecht e Lars Von Trier: Hibridismo e anti-ilusionismo em Dogville (2003). Revista GEMInIS, v. 5, n. 3, p. 06-18, 10 dez. 2014.